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Brasil

Homem é denunciado por maus-tratos após investigação apontar afogamento de cão em Copacabana

Imagens de câmeras de segurança e depoimentos reunidos pela Polícia Civil indicam que o tutor levou o animal até o mar, onde ele morreu. Após o caso, o homem deixou o imóvel onde vivia e, desde então, não foi mais localizado

04/07/2026, às 10h07

Um homem foi denunciado à Justiça pelo crime de maus-tratos contra animais após a Polícia Civil concluir que ele matou o próprio cachorro por afogamento na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O caso aconteceu em 23 de abril, e, desde então, o suspeito não foi mais encontrado.

De acordo com a investigação, câmeras de segurança registraram os últimos momentos do cão, chamado Prince, da raça American Bully. As imagens mostram o tutor deixando o prédio onde morava por volta das 19h30, conduzindo o animal pela coleira. Em outro trecho do percurso, ele aparece carregando o cachorro nos braços enquanto segue em direção à orla.

Cerca de 20 minutos depois, tutor e cão chegam à praia. Os dois permanecem próximos ao mar por poucos minutos. Em seguida, as câmeras registram apenas o homem deixando o local e atravessando a Avenida Atlântica correndo em direção à residência. O cachorro não volta a aparecer nas imagens.

Segundo a apuração policial, foi nesse intervalo que ocorreu a morte do animal por afogamento. O delegado responsável pelo caso classificou o episódio como um ato de extrema crueldade e afirmou que a investigação reuniu elementos suficientes para apontar que o próprio tutor foi o responsável pela morte do cão.

Relatos de garis que trabalhavam na praia naquela noite e de turistas que estavam no local indicam que algumas pessoas ainda tentaram socorrer o animal, mas ele já estava sem vida. Na ocasião, imagens do cachorro na faixa de areia repercutiram nas redes sociais.

Ainda conforme a investigação, aproximadamente uma hora após retornar ao apartamento, o homem e a companheira deixaram o imóvel levando malas. Funcionários do condomínio informaram que, dias antes, ele já vinha se desfazendo de móveis e outros objetos da residência.

A Polícia Civil também informou que o homem decidiu deixar Copacabana após um conflito familiar. A sogra, proprietária do apartamento onde ele morava, havia obtido uma medida protetiva contra ele. Na ocasião, ele também foi indiciado por injúria, extorsão e violação de domicílio.

Para os investigadores, a morte do cachorro pode estar relacionada a esse contexto. A polícia afirma que, após vender parte de seus bens, o tutor teria levado o animal ao mar antes de deixar a cidade. Desde então, o paradeiro do denunciado é desconhecido.

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