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domingo, 22 de Outubro de 2017

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Opinião

Transtorno da excitação feminina é abordado com Jamile Ribeiro nessa edição

Saiba se o problema está sendo causado pelos estímulos enviados pelo parceiro ou questões externas. Veja também como lidar com a falta de excitação e aprenda a tratá-la

01/06/2017, às 09h06

Jamile Ribeiro é médica terapeuta sexual

A excitação sexual feminina pode até parecer algo simples na prática, mas quando se leva o tema para o campo teórico, a complexidade o acompanha. E para falar sobre esse assunto, o Jornal O+Positivo convidou a médica terapeuta sexual e colunista Jamile Ribeiro.

A médica começa esclarecendo que a resposta sexual humana se apresenta em um ciclo de quatro fases. “Primeiro vem o desejo, em seguida a fase da excitação, depois o orgasmo e por último o relaxamento”. Jamile Ribeiro também explicou como cada uma dessas etapas podem ser identificadas. “O desejo se dá quando existe um estímulo sexual. A fase da excitação é o estágio inicial da lubrificação e acontece cerca de 10 a 30 segundos após o estímulo ser dado. Já o orgasmo é o momento em que o prazer atinge o máximo de intensidade. O relaxamento, por sua vez, é a tranquilidade”.

Dessas quatro fases da resposta sexual humana, vamos nos ater aos estímulos sexuais nas mulheres. Para isso a profissional alerta para um ponto importante, a diferença dos estímulos entre homens e mulheres. “Os homens são estimulados pela visão, por exemplo uma bela lingerie, enquanto as mulheres sentem se atraídas e estimuladas através do tato”.

Jamile continua. “Quando as mulheres ficam excitadas há a lubrificação, que como se fosse a ereção no homem. O transtorno da excitação sexual feminina ocorre quando há dificuldade para que aconteça a excitação sexual mesmo que os estímulos sejam adequados. A não excitação é expressa pela ausência ou diminuição da lubrificação vaginal”, pontua.

“A mulher que não se excita normalmente não se lubrifica”, enfatiza a médica.

Entra aí, segundo a médica, uma questão que é fundamental e muito discutida no consultório médico. “A mulher gosta de carinho, elogio, carícia, beijo, toque, e a maioria se queixa que os homens só fazem isso quando querem sexo”, alerta.

Porém, se os estímulos enviados pelo parceiro estiverem corretos e mesmo assim a mulher não estiver excitada, o transtorno pode estar sendo causado por motivos externos como “estado depressivo, uso de medicamentos, cansaço, frustração, estresse, problemas conjugais, doenças como endometriose, cistite, inflamação dos órgãos pélvicos ou ainda alguma deficiência estrogênica como a falta de hormônio estrogênio, comum em mulheres na menopausa”.

A vantagem, de acordo com Jamile Ribeiro, é que essas questões podem ser tratadas com “psicoterapia e terapia sexual, uso de lubrificantes ou medicamentos à base de estrogênio e também exercícios vaginais, técnica comprovada de melhoria na sensibilidade dos órgãos sexuais”, estimula.

 

A mensagem final de Jamile Ribeiro é de orientação para que casais que estiverem passando por dificuldades procurem seus médicos, pois um relacionamento com sexo prazeroso pode trazer diversos benefícios para a vida do homem e da mulher e do casal.

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