Vereadores questionam banca do novo concurso público de Piranhas
Parlamentares comparam atual processo ao concurso anulado, cobram fiscalização do ITAME e alertam para risco de novos questionamentos
07/10/2026, às 08h10
O novo concurso público de Piranhas voltou ao debate na Câmara Municipal. Durante sessão desta segunda-feira (5), vereadores questionaram o ITAME, responsável pelo certame, compararam a situação com o concurso anterior e cobraram providências para evitar novos problemas aos candidatos.
O Concurso Público nº 01/2026 oferece 20 vagas imediatas e 60 para cadastro de reserva, exclusivamente para professores. As provas estão marcadas para domingo (11).
Wesley Faustino fez uma das cobranças mais duras. O vereador lembrou que a Câmara questionou a empresa responsável pelo concurso anterior por responder a processos e afirmou que a banca atual também enfrenta processos judiciais.
“Não queremos fazer concurso para que depois venha alguém cancelar novamente. A população está cansada”, declarou.
Wesley alertou para o risco de candidatos estudarem, serem aprovados e depois enfrentarem recursos ou até novo cancelamento do concurso. Também defendeu uma reunião da Câmara com o Executivo.
Silas lembrou que alertou em plenário sobre a empresa do concurso anterior e afirmou que está fazendo novamente a cobrança.
“Meu posicionamento não mudou, ele é o mesmo: certo é certo, errado é errado. E nós queremos que dê a seguridade aos concurseiros”, disse.
Silas afirmou ter encaminhado ofício pedindo explicações e questionou por que o concurso contempla somente a Educação. Segundo ele, há carência de profissionais em outras áreas, principalmente na Saúde.
Claudimir Apolinário (Coró do Rancho) também questionou a banca. “Eu sou favorável que tenha uma banca que seja imparcial, que não tenha rolo.”
Ao comparar os dois concursos, Coró perguntou: “Já que proibiu aquela do ano passado que tinha problema, por que essa agora tem problema e vai continuar? Será que nós estamos cegos?”
Fernando Lizardo cobrou informações sobre a contratação e também comparou a situação com o concurso anterior. “O mesmo vício que foi cancelado um concurso porque tinha vício, agora essa da mesma forma”, afirmou.
Gerlan Enfermeiro defendeu que a Câmara acompanhe o processo e cobrou uma banca séria e transparente. Nito também se manifestou e defendeu que o município amplie o concurso para outras áreas, em vez de restringi-lo ao magistério.
Os questionamentos sobre a banca atual não são novos. Em fevereiro deste ano, o Jornal O+Positivo já havia abordado o assunto ao comparar os argumentos utilizados contra a empresa responsável pelo concurso anterior com os questionamentos existentes sobre o ITAME.
O concurso anterior acabou anulado pela Prefeitura e, em maio deste ano, o Tribunal de Justiça de Goiás manteve a anulação. Agora, às vésperas das provas do novo certame, os vereadores voltam a cobrar esclarecimentos e fiscalização do processo.
O Jornal O+Positivo mantém espaço aberto à Prefeitura de Piranhas e ao ITAME para manifestação.
