Novo artigo de João Santana: “Urnas dão mais que o dobro de votos a candidatos apoiados por vereadores contrários à taxa de iluminação”
Levantamento mostra média de 229,3 votos contra 107,5 e reforça rejeição popular
06/10/2026, às 21h10
Os candidatos a deputado estadual apoiados por vereadores contrários à taxa de iluminação pública tiveram, em Piranhas, votação média mais de duas vezes maior que os apoiados pelos favoráveis.
Pesquisa do Jornal O+Positivo, em maio de 2025, mostrou que 71,3% eram contrários à cobrança e apenas 17,5% favoráveis. Mesmo assim, o projeto foi aprovado. O+Positivo alertou que a decisão poderia ser lembrada nas urnas.
Entre os contrários, Fernando Lizardo apoiou Lincoln Tejota, que recebeu 294 votos. Claudimir Coró apoiou Paulo do Vale, com 404, e Wesley Faustino apoiou Eduardo Prado, com 192.
Entre os favoráveis, Sebastião Neto apoiou André do Premium, com 97 votos. Gerlan Enfermeiro apoiou Sérgio Bravo, com 49, Nita Caetano também apoiou Paulo do Vale, que recebeu 404, e Carmino Leite apoiou Dr. George Morais, com 82.
Como Paulo do Vale teve apoio de Coró e Nita, seus 404 votos foram divididos igualmente, 202 para cada. O grupo contrário somou 688 votos, média de 229,3, e o favorável, 430, média de 107,5. A média dos contrários foi 113,3% maior.
O critério ainda reduz o desempenho atribuído a Coró. Para deputado federal, sem Nita, ele apoiou Lucas do Vale, que alcançou 802 votos em Piranhas. Nita ficou no grupo de Silas, que apoiou Adriano do Baldy, com 338 votos. O resultado ajuda a dimensionar a diferença entre os dois grupos após a divisão dos 404 votos de Paulo do Vale.
Lucas Junqueira ficou fora porque apoiou Paulo Cezar Martins e Magda Mofatto, candidatos do prefeito Fábio Lasserre e do grupo governista.
A população havia demonstrado sua oposição à taxa, mas a maioria dos vereadores preferiu ficar ao lado da administração. Em artigo publicado à época, eu alertei para essa engrenagem: cada voto dado à máquina ajuda a torná-la maior. Agora, alguns dos vereadores que contribuíram para isso afirmam que seus candidatos foram “sufocados pela máquina do Executivo”.
João Santana
Historiador, publicitário, bacharel em Direito e diretor do Jornal O+Positivo
