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Operação mira esquema de grãos suspeito de sonegar R$ 90 milhões em Goiás

Empresários, fazendeiros e contadores são investigados por suposta fraude fiscal envolvendo comércio interestadual de grãos

26/08/2026, às 11h08

Empresários, fazendeiros e contadores ligados ao agronegócio são alvo de uma operação do Ministério Público nesta quarta-feira (26), em uma investigação que apura um suposto esquema de sonegação fiscal de mais de R$ 90 milhões em Goiás.

Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em municípios de Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Bahia. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara de Garantias de Goiânia e são cumpridas com apoio das polícias Militar e Civil de Goiás, além da Secretaria de Estado da Economia.

Segundo o Ministério Público, três contadores são investigados por suposta participação direta na estruturação e manutenção do esquema, que envolveria fazendeiros e empresários do agronegócio.

A investigação apura possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Conforme o MP, o grupo teria utilizado empresas de fachada para emitir documentos fiscais e ocultar os verdadeiros responsáveis pelas operações de comércio interestadual de grãos.

Ainda de acordo com a investigação, essas empresas estariam registradas em nome de pessoas apontadas como “testas de ferro”, conhecidas como laranjas, que teriam patrimônio incompatível com o volume das transações realizadas.

Dívidas de ICMS

As duas principais empresas investigadas acumulam, até o momento, mais de R$ 90 milhões em débitos de ICMS constituídos e não pagos, segundo o Ministério Público.

Uma delas teria movimentado quase R$ 200 milhões em um curto período, valor que chamou a atenção dos investigadores.

A operação busca reunir provas sobre o funcionamento do suposto esquema, identificar a extensão das irregularidades e apontar quem seriam os responsáveis e os possíveis beneficiários das operações.

As investigações continuam. Os envolvidos são considerados suspeitos e terão direito à ampla defesa e ao contraditório.

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