Goiás entra no mapa dos minerais do futuro com bilhões em investimentos e expectativa de novos empregos
Elementos de terras raras impulsionam projetos em Goiás e Minas Gerais e podem fortalecer cadeia de minerais críticos no Brasil
06/08/2026, às 16h08

A corrida mundial por minerais considerados estratégicos para a tecnologia e a transição energética começa a movimentar novos investimentos no Brasil. Goiás e Minas Gerais devem receber R$ 2,39 bilhões em aportes ligados aos Elementos de Terras Raras (ETR), grupo de minerais usados na fabricação de equipamentos como motores elétricos e geradores de energia eólica.
O avanço desse setor pode representar um impacto significativo na economia brasileira. Segundo estudo da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), elaborado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a expansão da cadeia de minerais críticos tem potencial para adicionar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do país até 2050 e gerar cerca de 750 mil novos empregos.
A pesquisa aponta que a demanda por elementos como neodímio, praseodímio, disprósio e gadolínio deve crescer em ritmo acelerado nas próximas décadas, com previsão de aumento médio anual de 28,2% até 2050.
Esses minerais são considerados fundamentais para tecnologias de alta eficiência, especialmente na produção de ímãs utilizados em veículos elétricos, turbinas de energia renovável e outros equipamentos ligados à inovação tecnológica.
Com reservas minerais e projetos em desenvolvimento, Goiás passa a ganhar destaque no cenário nacional de minerais estratégicos, abrindo perspectivas para investimentos, geração de renda e fortalecimento da indústria mineral no Estado.
