Anvisa pode aprovar mais oito canetas emagrecedoras até o fim de 2026 e reforça combate ao mercado ilegal
Agência aposta no aumento da concorrência para reduzir preços e negocia acordo com o Paraguai para intensificar o combate ao contrabando
05/08/2026, às 07h08
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderá aprovar mais oito canetas emagrecedoras até o fim de 2026. A ampliação da oferta de medicamentos regularizados faz parte da estratégia da agência para reduzir os preços, ampliar o acesso da população aos tratamentos e enfraquecer o mercado ilegal, especialmente de produtos contrabandeados do Paraguai.
Dos 24 pedidos incluídos na lista de análise prioritária, seis já receberam registro, cinco foram negados e 13 seguem em avaliação. Um processo deve ser concluído ainda neste mês e outros sete têm decisão prevista até dezembro. Cinco pedidos ainda aguardam o início da análise.
Segundo a Anvisa, o Brasil reúne atualmente o maior número de canetas emagrecedoras regularizadas entre as principais agências reguladoras internacionais. Para acelerar as avaliações, a agência passou a analisar simultaneamente diferentes pedidos de registro, mantendo os critérios de segurança, eficácia e qualidade.
Além de ampliar a oferta de medicamentos regularizados, a Anvisa intensificou a fiscalização sobre produtos ilegais. A preocupação se concentra nas canetas contrabandeadas do Paraguai, que podem ser transportadas sem refrigeração, armazenadas de forma inadequada e apresentar concentrações incorretas do princípio ativo ou impurezas que colocam a saúde dos pacientes em risco.
Como parte desse trabalho, a agência está na fase final das negociações para firmar um memorando de entendimento com a autoridade sanitária paraguaia. O acordo permitirá o intercâmbio de informações para identificar com mais rapidez medicamentos sem registro no Brasil e reforçar o monitoramento na região de fronteira.
A Anvisa também informou que colocou em prática um plano com 125 medidas para reduzir a fila de análise de processos, reforçou as equipes com novos servidores e criou um sistema de monitoramento em tempo real. De acordo com a agência, pela primeira vez o número de processos concluídos superou o de novos pedidos protocolados, permitindo reduzir o estoque acumulado.
