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Nem todo pedido de ajuda é dito em voz alta, alerta psicóloga Grazielly Cardoso

Durante o Setembro Amarelo, especialista destaca a importância de observar mudanças de comportamento e oferecer uma escuta acolhedora

11/09/2026, às 18h09

Em artigo enviado ao Jornal O+Positivo, a psicóloga Grazielly Cardoso aborda a importância de perceber sinais de sofrimento emocional que nem sempre são expressos de forma direta. A profissional destaca que estar atento, ouvir sem julgamentos e incentivar a busca por ajuda também são formas de prevenção.

Quando falamos em Setembro Amarelo, precisamos lembrar que nem sempre uma pessoa que está sofrendo vai dizer claramente que precisa de ajuda.

Às vezes, o sofrimento aparece no isolamento, na perda de interesse pelas coisas, em mudanças de comportamento, irritabilidade, desesperança ou em frases como “não aguento mais”, “queria sumir” ou “seria melhor se eu não estivesse aqui”.

Também é importante entender que nem sempre quem está sofrendo demonstra tristeza. A pessoa pode continuar trabalhando, estudando, cuidando da família e até sorrindo, enquanto enfrenta uma grande dor por dentro.

Mais do que tentar identificar ou julgar, precisamos aprender a observar e conversar. Um simples “tenho percebido você diferente, como você realmente está?” pode abrir uma porta importante.

Prevenção também é isso: estar atento, ouvir sem julgamento e incentivar a busca por ajuda quando necessário.

Nem todo pedido de ajuda vem acompanhado da frase “me ajude”. Às vezes, ele aparece no silêncio. E aprender a perceber esse silêncio também é uma forma de cuidar.

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