Agosto de 2026 foi o mês mais quente já registrado no planeta
Temperatura global ficou 1,65°C acima da média pré-industrial, segundo o observatório europeu Copernicus
10/09/2026, às 09h09

Agosto de 2026 foi o mês mais quente já registrado no planeta, segundo o observatório europeu Copernicus. O relatório foi divulgado nesta quinta-feira (10) e aponta que a temperatura média global ficou 1,65°C acima do nível registrado no período pré-industrial.
O mês também foi o primeiro desde novembro de 2025 a ultrapassar a marca de 1,5°C, considerada pela comunidade científica um importante limite de alerta diante dos impactos das mudanças climáticas.
O patamar de 1,5°C foi estabelecido como referência no Acordo de Paris. Embora a ultrapassagem em um único mês não signifique que a meta climática tenha sido oficialmente perdida, episódios recorrentes acima desse nível aumentam a preocupação com a frequência e a intensidade de eventos extremos.
O boletim do Copernicus também apontou que o verão no Hemisfério Norte, entre junho e agosto, teve temperatura global semelhante à registrada no verão de 2024, até então o mais quente da série histórica.
Na Europa, o período ficou entre os três verões mais quentes já registrados no continente e foi o mais quente da história na Europa Ocidental.
As altas temperaturas tiveram consequências graves. Bélgica, Grécia, Espanha, França e Portugal registraram incêndios de grandes proporções, favorecidos pela combinação de calor intenso e baixa umidade. Em algumas regiões, cidades precisaram ser evacuadas devido ao avanço das chamas.
A onda de calor também esteve associada a um aumento expressivo de mortes no continente. Dados da EuroMOMO, rede de monitoramento apoiada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças e pela Organização Mundial da Saúde, apontaram mais de 10 mil mortes em excesso durante o período.
O cenário reforça os alertas sobre os efeitos do aquecimento global e os impactos cada vez mais severos dos eventos extremos relacionados às mudanças climáticas.
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