Perícia aponta que Maria Fernanda morreu cerca de 24 horas antes de ser encontrada em Doverlândia
Laudo preliminar indica hipotermia, desidratação e afogamento atípico como possíveis causas da morte da criança de 2 anos
18/06/2026, às 13h06
A Polícia Técnico-Científica divulgou nesta quinta-feira (18) novas informações sobre a morte da pequena Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos, encontrada sem vida após mais de dois dias de intensas buscas em uma propriedade rural de Doverlândia, no sudoeste de Goiás.
De acordo com a perícia, a criança teria morrido aproximadamente 24 horas antes de ser localizada. O corpo foi encontrado na quarta-feira (17), justamente no dia em que Maria Fernanda completaria 2 anos de idade, em uma área de rio situada a cerca de dois quilômetros da residência da família.
Segundo a médica legista Rafaela Marques, a hipótese mais provável é que a menina tenha sofrido hipotermia associada à desidratação e, posteriormente, um afogamento considerado atípico. Nesse tipo de ocorrência, não há necessariamente a presença de água nos pulmões. A suspeita é que a criança já estivesse debilitada quando caiu em uma lâmina d’água, o que teria provocado a morte.
Maria Fernanda desapareceu na segunda-feira (15), em uma propriedade localizada a aproximadamente 22 quilômetros da área urbana de Doverlândia. Desde então, uma grande força-tarefa formada por equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, cães farejadores, drones e voluntários mobilizou esforços para encontrá-la.
Durante as buscas, uma fralda e uma peça de roupa utilizadas pela criança no dia do desaparecimento foram encontradas próximas ao rio. Os objetos auxiliaram os cães de busca a identificar o trajeto percorrido pela menina e direcionaram as equipes até o local onde o corpo foi localizado.
Em coletiva, a Polícia Civil informou ainda que Maria Fernanda conseguiu sair da residência após ultrapassar uma estrutura improvisada pela família para impedir que ela deixasse o imóvel sozinha. Conforme os investigadores, a criança já havia demonstrado anteriormente habilidade para superar obstáculos semelhantes.
Segundo relato dos pais, eles estavam em uma represa localizada a cerca de 100 metros da casa quando ouviram um grito da menina. Ao retornarem para a residência, não conseguiram mais encontrá-la.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades, que aguardam a conclusão dos laudos periciais para esclarecer todos os detalhes sobre as circunstâncias da morte.
