“Os invisíveis da Educação em Goiás”, artigo de Heber Sena
Servidores administrativos cobram valorização salarial, reconhecimento profissional e uma atuação mais firme do Governo de Goiás e do SINTEGO na defesa da categoria
30/10/2026, às 12h10
A Educação de Goiás não funciona apenas com professores. Por trás de cada escola em atividade, há servidores administrativos que garantem seu funcionamento diário, mas continuam à margem das políticas de valorização profissional.
Acompanho com indignação a desvalorização desses trabalhadores, que enfrentam salários incompatíveis com suas responsabilidades, poucas perspectivas de crescimento e condições de trabalho que precisam melhorar.
Estamos nas secretarias, na organização, na gestão e nos serviços de apoio das escolas. Exige-se qualificação crescente, inclusive formação superior para determinadas funções, mas esse esforço não encontra o devido reconhecimento financeiro.
A valorização dos professores é indispensável, mas os administrativos não podem continuar em segundo plano. Somos parte essencial da Educação e merecemos respeito, remuneração digna e perspectivas de carreira.
O Governo de Goiás precisa apresentar medidas concretas de valorização. Ao SINTEGO, cabe uma atuação mais firme na defesa da categoria. Não bastam reuniões, discursos e negociações sem resultados.
Em 2027, precisamos retomar nossa capacidade de mobilização, com assembleias representativas e, se necessário, paralisações e greves legalmente organizadas. Direitos exigem organização, unidade e disposição para lutar.
Não queremos privilégios nem promessas. Queremos reconhecimento, melhores salários, condições dignas de trabalho e resultados efetivos.
Porque quem mantém a escola funcionando não pode continuar invisível.
Heber Martins Sena Jornalista, radialista, profissional de marketing e secretário do CEEJA de Aragarças (GO)
