Ministério Público defende continuidade do processo de cassação da prefeita de Iporá
Parecer aponta irregularidades em parte dos atos da Comissão Processante, mas rejeita o pedido para encerrar definitivamente o processo
17/07/2026, às 19h07
Uma manifestação do Ministério Público de Goiás defendeu a continuidade do processo de cassação da prefeita de Iporá, Maysa Peres Cunha Peixoto, após a correção de irregularidades apontadas no andamento da Comissão Processante. O parecer foi protocolado na Vara das Fazendas Públicas da comarca no dia 15 de julho de 2026.
O processo foi instaurado pela Câmara Municipal com base em denúncia que aponta supostas irregularidades, entre elas atraso no repasse de valores descontados de servidores, dívidas com o IPASGO, descumprimento de cronograma de pagamentos, problemas em obra municipal e inadimplência com fornecedores e precatórios.
Segundo o Ministério Público, após a contratação de advogada particular pela prefeita, a Comissão Processante deixou de comunicar a defesa sobre reunião realizada em 25 de junho e sobre atos de produção de provas ocorridos nos dias 6 e 7 de julho. Em razão dessas falhas, a Justiça já havia suspendido o processo em caráter liminar.
No parecer, o órgão defende a anulação dos atos praticados a partir da reunião de 25 de junho e que eles sejam refeitos, garantindo a intimação da defesa com antecedência mínima de 24 horas e sem atuação simultânea de defensor público e advogada particular.
O Ministério Público também rejeitou o pedido da prefeita para encerrar definitivamente o processo e afastou a alegação de ausência de fundamento legal para a denúncia. A decisão sobre a continuidade do processo caberá agora ao Poder Judiciário.
