Estudo analisa possíveis efeitos do refrigerante zero na saúde cardiovascular
Pesquisa internacional avaliou o aspartame, adoçante presente em refrigerantes zero, e aponta necessidade de mais estudos em humanos
26/02/2026, às 09h02
Um estudo publicado na revista científica Cell Metabolism reacendeu o debate sobre os possíveis efeitos do aspartame, adoçante artificial utilizado em refrigerantes zero e outros produtos sem açúcar.
A pesquisa foi conduzida por cientistas do Karolinska Institutet, na Suécia, em parceria com a Universidade de Shandong. O estudo foi realizado em camundongos ao longo de 12 semanas para analisar impactos do consumo contínuo da substância.
De acordo com os pesquisadores, os testes indicaram aumento dos níveis de insulina no sangue, maior formação de placas nas artérias e ativação de marcadores inflamatórios. Esses fatores estão associados ao desenvolvimento da aterosclerose, condição que pode elevar o risco de infarto e acidente vascular cerebral.
Apesar dos resultados, os próprios autores destacam que o estudo foi feito em modelo animal e que ainda são necessários ensaios clínicos em humanos para confirmar os efeitos observados.
O aspartame já havia sido classificado em 2023 pela Organização Mundial da Saúde como “possivelmente carcinogênico”, categoria que indica necessidade de mais investigações científicas. Mesmo assim, o consumo continua autorizado dentro dos limites considerados seguros por agências reguladoras.
Especialistas reforçam que não há motivo para pânico, mas o estudo serve como alerta para o consumo excessivo de produtos ultraprocessados, incluindo bebidas adoçadas artificialmente.
