Caramujo africano preocupa autoridades de saúde e meio ambiente
Espécie invasora pode transmitir doenças e causar prejuízos à agricultura
15/03/2026, às 08h03

O caramujo africano, conhecido cientificamente como Lissachatina fulica, tem preocupado autoridades de saúde e meio ambiente em várias regiões do Brasil. Considerado uma espécie invasora, o molusco pode causar impactos ambientais, prejuízos à agricultura e riscos à saúde pública.
Originário do leste da África, o animal foi introduzido no Brasil na década de 1980 para a produção de escargot. Com o fracasso da atividade, muitos exemplares foram soltos no ambiente, favorecendo a rápida disseminação da espécie pelo país.
O caramujo costuma aparecer em terrenos baldios, quintais, jardins e locais com entulho, principalmente após períodos de chuva. A espécie possui alta capacidade de reprodução, podendo colocar centenas de ovos, o que facilita sua proliferação.
Além dos danos ambientais, o animal pode hospedar parasitas capazes de provocar doenças em humanos, como meningite eosinofílica e angiostrongilíase abdominal.
Especialistas orientam que a população evite contato direto com o caramujo. Caso seja necessário recolhê-lo, a recomendação é usar luvas ou sacos plásticos e manter os terrenos sempre limpos para evitar a proliferação da espécie.
