Banco Central começa a retirar de circulação primeiras notas do real após 30 anos
Medida marca o fim gradual das cédulas lançadas no início do Plano Real, em 1994
10/03/2026, às 17h03

Três décadas após marcar o início do Plano Real, as primeiras cédulas da moeda brasileira começaram a sair de circulação. O processo de retirada foi iniciado pelo Banco Central do Brasil e ocorre de forma gradual em todo o país.
As notas fazem parte da chamada “primeira família do real”, lançada em 1994, quando o país implantou a nova moeda para controlar a inflação. Essas cédulas ficaram conhecidas por terem o mesmo tamanho, independentemente do valor, característica que permaneceu até a criação de um novo modelo anos depois.
A retirada inclui cédulas produzidas entre 1994 e 2010, como as notas de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100. A substituição ocorre porque essas notas já apresentam desgaste após décadas de uso, o que pode dificultar a identificação dos elementos de segurança e o funcionamento em equipamentos bancários.
Segundo o Banco Central, sempre que essas cédulas antigas chegarem aos bancos, por meio de depósitos ou pagamentos, elas serão recolhidas e encaminhadas para descarte, sendo substituídas por notas mais modernas.
Desde 2010, o Brasil passou a utilizar a chamada segunda família do real, que trouxe mudanças no design das cédulas, novos mecanismos de segurança e tamanhos diferentes para cada valor, facilitando a identificação das notas.
Apesar do processo de retirada, quem ainda possui cédulas da primeira geração não precisa se preocupar. As notas antigas continuam tendo valor e podem ser utilizadas normalmente em compras e pagamentos enquanto ainda estiverem em circulação.
Além dessas cédulas, também está sendo recolhida a rara nota comemorativa de R$ 10 feita em polímero, lançada no ano 2000 para celebrar os 500 anos do descobrimento do Brasil, que hoje se tornou item procurado por colecionadores.
