Sebastião Neto rebate prefeito e diz ser perseguido desde antes da posse
Médico afirma que sua saída não ocorreu por questões familiares ou financeiras e relata impedimentos no Hospital Municipal
17/09/2026, às 20h09
O médico Sebastião Neto rebateu declarações feitas pelo prefeito de Piranhas, Professor Fábio Lasserre, durante entrevista concedida à Rádio Comunitária Satélite FM. Na ocasião, o prefeito atribuiu a saída do profissional a questões familiares e afirmou que ele recebia uma boa remuneração no município.
Em vídeo, Sebastião contesta essa versão e esclarece que sua decisão de deixar a rede pública de Saúde não foi motivada por questões familiares nem financeiras. Segundo o médico, a saída ocorreu em razão das perseguições e dos impedimentos enfrentados durante o exercício de suas funções.
Sebastião afirma que a perseguição por parte do grupo político do atual prefeito começou antes mesmo da posse, durante a formação da equipe que assumiria o município. Segundo ele, ainda durante a campanha, Fábio Lasserre pediu seu voto, mas o médico respondeu que votaria no prefeito que estava no cargo, por uma questão de gratidão.
O profissional atribui a esse episódio o início das perseguições, que, de acordo com seu relato, continuaram após a posse. Sebastião afirma que chegou a ser impedido de realizar procedimentos no Hospital Municipal Cristo Redentor e que a situação tornou inviável sua permanência na rede pública de Saúde de Piranhas.
O médico também esclarece que a remuneração não determinou sua decisão. Embora reconheça que receberá um valor maior em Mozarlândia, ressalta que outros profissionais já recebem remunerações superiores na própria rede municipal de Piranhas.
Após mais de três décadas de serviços prestados à população piranhense, Sebastião Neto passará a atender em Mozarlândia a partir de outubro.
