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terça, 12 de Dezembro de 2017

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Opinião

Soluções à crise hídrica

18/09/2017, às 16h09

Geólogo Sevan Naves, Presidente da APCH –Associação das Pequenas Centrais Hidrelétricas de Goiás e da TRITON Energia

O alarmismo de que a água vai acabar, diante da crise hídrica, se repete em todo ano, sem exibir nenhuma providência. Ou seja, no próximo ano vai ser a mesma ladainha dos achistas de plantão.

Os movimentos hidrogeológicos da Terra, embora cíclicos, são dinâmicos, mudam e independem das vontades humanas.

Só que, no caso da água, o comportamento humano pode piorar na qualidade e na sua disponibilidade. Dependendo da ação antrópica, a água deixa de estar aqui para estar ali, com mais ou menos poluição, além do consumo crescendo exponencialmente.

Não acaba , portanto !!!

Sabendo que o ciclo natural das águas inicia-se com a chuva ao solo, empoçando, evaporando às novas chuvas e infiltrando no solo permeável até formar o lençol freático, que, por fonte, alimentará vagarosamente, por anos, os córregos, rios etc.

Agora –piorou -, com a impermeabilização do solo urbano e, na zona rural, o corte das matas ciliares ao redor das drenagens, a água da chuva não tem tempo de infiltrar e corre rapidamente aos drenos, aos rios, formando as grandes enchentes catastróficas. Num desperdício irresponsável de água doce.

Isto todo o final do ano, após a estiagem.

Temos é que agir. Aí, urge a conscientização e o envolvimento de todos em uma ação abrangente.

Exemplarmente, sindicatos rurais do oeste goiano estimulam a cada fazendeiro a reflorestar suas nascentes e ribeirinhos e a escavar grandes curvas de nível.

Só isto, agora, não basta, pois o solo urbano está impermeabilizado e há a urgência de se segurar as águas nas cabeceiras da bacias maiores.

A técnica recomenda implantar barragens, em sequência, para que estas águas não sejam desperdiçadas e irem direto ao mar.

Ao segurar as águas de forma sustentável, deve-se empregar as barragens de pequenos reservatórios sequenciados, nas principais bacias, que, além de guardar a água ao uso, poderá gerar a energia mais limpa e barata e menos poluente, pelas pequenas centrais hidrelétricas–as PCHs-, que não consomem água, só a força.

O uso das PCHs poderá ser uma determinante solução, ao mesmo tempo, nas graves questões que ora assustam a sociedade: a água e a energia.

Há 2 tipos de energia: a permanente (hidrelétrica (PCH) e Térmica (a combustível fóssil a gás e diesel, altamente poluente, pois emite o CO2 no efeito estufa, é cara e importada, além de ser uma energia suja)) e a intermitente, como a solar fotovoltaica. Como energia limpa, tem-se a PCH, a solar, eólica, biomassa. Em céu limpo, a solar, por exemplo, só gera até as 16 horas, e se complementa com energia permanente. Na correta política pública, a energia limpa da solar tem que ser complementada com a energia limpa da PCH e jamais com a energia suja da Térmica, a ser acionada só em emergência e não virar rotina como atualmente.

E o pior, a economia voltando à normalidade, faltará energia e como a burocracia goiana dificulta o correto florescimento das PCHs, a energia suja das térmicas será incrementada, na contramão das ações anti aquecimento global !

E quem perde são a sociedade e o meio ambiente.

 

 

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