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Manchete

Reservar as águas da chuva é preciso

20/12/2017, às 15h12

Geólogo Sevan Naves, Presidente da APCH
–Associação das Pequenas Centrais Hidrelétricas de Goiás
e da TRITON Energia

A histeria na grave crise hídrica que assola o Estado tem que ser contida, pois não se chega às corretas e adequadas soluções, assim, com a simplista e apressada condenação e ataques aos fazendeiros irrigantes que captam legalmente águas dos rios.

Embora hajam modernas técnicas de gotejamento, a questão básica não é simplesmente proibir o uso da água, mesmo com a aspersão tradicional.

Não adianta ter o Rio Araguaia cheio, se a sua preciosa água doce é toda desperdiçada ao ser lançada diretamente ao mar.

Este é o maior malefício, pois a água doce usada racionalmente, de uma forma ou outra, volta ao sistema, por infiltração ao lençol freático ou evaporando e firmando nuvens que darão as chuvas e a jogada no mar, será perdida definitivamente.

A recomendação é de se aplicar uma política pública consistente, que contemple a definição das causas e a concepção das soluções lastreadas em conhecimentos técnico-científicos, sem o radical viés negativista.

De antemão, percebe-se que não é a falta de chuva a maior vilã da crise hídrica e, sim, a falta da disponibilidade da água no tempo certo, pois tem-se as chuvas em quantidades históricas e com temporadas bem regulares, na região centro-oeste.

Só que, pela impermeabilização do solo nas cidades e o corte das matas ciliares na zona rural, as águas escorrem rapidamente, sem dar tempo de infiltrar e suportar os lençóis freáticos, em suficiência.

Então, a engenharia aponta que, agora, a solução é conter e reservar estas águas de chuva, para o uso no tempo de escassez, nas secas.

E a melhor forma de se prevenir e ter a água disponível é a regularização dos rios principais de cada bacia hidrográfica, que recebe estas volumosas águas de chuva.

Em planejamento abrangente, deve-se implantar sustentavelmente, em locais estratégicos, pequenas barragens sequenciadas, cujos reservatórios deverão ser enchidos, de preferência, com água de chuvas, mas mantendo a vazão normal a jusante.

E o mais importante é que estas barragens podem também, como se faz nos países desenvolvidos, servir tanto à piscicultura, ao laser, ao turismo, como à geração de energia, pelas pequenas centrais hidrelétricas, que não consomem água.

Como as bacias hidrográficas e a geologia do território goiano são bastantes favoráveis, o Governo pode aproveitar a manifesta vontade da iniciativa privada e fazer esta conciliação em favor do interesse público maior, de forma bem ordenada, e, o melhor, sem gastar os parcos recursos oriundos dos impostos do sofrido contribuinte.

Assim, apenas com a vontade e gestão política inteligente e recursos financeiros de empreendedores, pode-se, a curto prazo, regularizar os rios, revertendo ao evitar as costumeiras enchentes catastróficas provocadores de prejuízos nas cidades e na zona rural.

Assim, será conjugada a preservação da água, em território goiano, com o aproveitamento adequado e sustentável, para a geração de energia limpa (e evitando o uso da energia suja pelas térmicas a combustível fóssil), em recomendável uso consuntivo das águas de chuva.

E, o melhor, numa cajadada só, serão atacadas 3 questões angustiantes à sociedade moderna: a disponibilidade da água, a geração de energia limpa e a redução da poluição ao efeito estufa e aquecimento global.

 

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