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segunda, 19 de Fevereiro de 2018

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Cidades

Piranhenses sofrem com malha asfáltica danificada há mais de 20 anos

O problema é bem mais antigo do que as fotos feitas pelo Jornal O+Positivo em 2004, que já mostravam a precariedade das vias em diferentes bairros do município. 14 anos se passaram e ninguém foi capaz de colocar fim ao transtorno, mas o prefeito Eric de Melo garante que entrou no caso para resolver. Saiba tudo na reportagem especial que preparamos para você

17/01/2018, às 08h01

Avenida JK, Setor Sudoeste. 29 de novembro de 2004. Foto: Arquivo O+Positivo

Quem nasceu no município de Piranhas a partir da segunda metade da década de 1990 não sabe o que é viver em uma cidade com uma malha asfáltica de qualidade. Quem confirma o descaso é a jovem Vaneide Ferreira Vilela, que aos 24 anos de idade, todos eles vividos no Setor Sudoeste, nunca viu a rua da casa onde mora com um asfalto de boa qualidade. “Eu sempre morei aqui e nunca vi ninguém tomando providências que realmente dessem resultados. O que fazem é tapá-los com terra, mas a chuva vem e leva tudo de novo”, descreve a dona de casa.

Todos os anos a chuva tão aguardada lava o serviço que foi feito – seja a massa asfáltica do tapa-buracos ou a terra, citada pela moradora. A consequência do problema é o prejuízo, que a Vaneide também conhece o dissabor. “No período de chuva, onde a visibilidade fica afetada, estragamos o carro da nossa família ao cair em um dos buracos na Avenida JK”, lembra.

O problema não está apenas no Setor Sudoeste onde vive a Vaneide. No Casego, região que fica no outro extremo da cidade, a Vanda Sousa Dourado, 41, afirma que convive com os buracos no bairro há 23 anos. “Sempre quando vejo arrumando algo no asfalto, só colocam terra, o que não resolve nada. A chuva vem e os buracos voltam”, afirma.

Registros um pouco mais recentes feitos pelo Jornal O+Positivo revelam o tamanho do abandono. As fotos de 2004, há 14 anos, mostram a situação de ruas e avenidas de todos os bairros do município.

A justificativa de todo o imbróglio é que Piranhas tem uma malha asfáltica com idade média superior a 20 anos. No período de estiagem faz-se o tapa-buracos, colocando uma camada desigual de massa asfáltica sobre as crateras, mas tudo fica ainda pior do que antes logo nas primeiras chuvas.

Para se ter uma dimensão do tamanho do desafio, cerca de 250.000 metros quadrados de asfalto precisam ser arrancados, refeitos ou reformados, o que equivale a 80% de todas as ruas da cidade.  Resolver custa caro, já que o preço médio do m² do asfalto novo é R$ R$ 47, do brokete é R$ 50 e recapeamento R$ 15.

Eric de Melo garante que vai solucionar o problema

Interrogado a respeito do que pretende fazer para resolver de uma vez por todas o drama vivido pela população nessa área, o prefeito Eric de Melo revelou os projetos que estão andamento na Prefeitura.

Quanto aos bairros que estão com a malha asfáltica castigada pelos anos de tapa-buracos de qualidade duvidosa, o gestor disse que uma parceria entre o Governo de Goiás e a administração vai permitir a pavimentação asfáltica e a reabilitação da malha asfáltica de setores como o Sudoeste, citado no início da reportagem. Além dele, ruas e avenidas dos bairros Sul, Palmares, Aeroporto, Vila Operária, Santo Antônio, Santa Luzia e Planalto serão beneficiadas. Na ação 90.000,00 m² de asfalto serão refeitos.

Ainda de acordo com o prefeito Eric de Melo, os moradores dos Setores Morada Nova e Serra Azul, que sequer conhecem o que é ter a rua onde moram asfaltada, terão prioridade. “Já nos próximos dias serão pavimentados 24.501,98 m² de ruas nesses bairros. O canteiro de obras da empresa PavSantos será montado a qualquer momento em nosso município e a dificuldade vivida por esses moradores pela falta de pavimentação está com os dias contados”.

Para atender às demandas das duas situações mencionadas acima, Eric conta com recursos do Goiás na Frente, programa lançado pelo Governo do Estado no ano passado. “Mais de R$ 500 mil do que será investido para asfaltar e reconstruir asfalto novo já está na nossa conta. A parceria com o governo goiano passa de R$ 2 milhões”, explica. Todo o contrato tem valor de R$ 2.532.144,57.

Além do asfalto novo e da recuperação da malha desgastada o prefeito disse que trabalha em um projeto para adquirir os equipamentos necessários para a primeira etapa da operação tapa-buraco. “Vamos colocar uma equipe com cinco homens que vão trabalhar durante todo o período de estiagem para corrigir o problemas em tempo, evitando assim o desperdício de recursos públicos que foram aplicados”, argumenta.

Para completar, Eric revelou que será montada uma fábrica de bloquetes para pavimentar as ruas e avenidas onde a umidade do solo destrói a pavimentação asfáltica existente. Segundo o prefeito “o projeto e o cronograma já foram elaborados e a execução da pavimentação em bloquetes será feita de acordo com as prioridades existentes dentro do perímetro do município, nos locais de intervenção”.

O Jornal O+Positivo teve acesso ao projeto da Prefeitura que pretende, inicialmente, executar os meios-fios acompanhados de sistema de drenagem superficial (Sarjetas) para que os blocos assentados sobre o colchão de areia fiquem firmes. “Vamos chamar a população para participar desse projeto, oferecer o espaço da porta da casa, a água, luz para confeccionar os blocos e fiscalizar os trabalhos”, antecipa.

Para essas frentes de trabalho citadas acima o prefeito explicou que equipamentos deverão ser adquiridos e no caso da usina de bloquetes um galpão do Casego será usado para a fabricação e armazenagem. Os projetos citados por Eric de Melo, contendo as ruas e avenidas de cada bairro que receberão as melhorias, podem ser acessados nos links abaixo:

http://www.omaispositivo.com.br/plano-de-trabalho-asfalto-e-recapeamento/
http://www.omaispositivo.com.br/tapa-buraco_blokrets_2018/

“Nós vamos atacar em diversas frentes, vamos resolver de vez essa questão da malha asfáltica de nossa cidade. Já temos parte dos recursos garantidos e o que falta logo anunciaremos a receita que dará sustentação ao projeto”, finalizou.

 

Arquivo

O Jornal O+Positivo preparou uma série de fotos do mês de novembro de 2004 para que o leitor faça uma comparação entre o passado e hoje.

Moradores de outros setores também reclamam do descaso

Além dos moradores dos setores Sudoeste e Casego, citados no início da reportagem, o Jornal O+Positivo ouviu piranhenses em todas as regiões da cidade.

No Setor Palmares a reclamação vem da Dona Valdivina Lina dos Santos, 65 anos, que há 20 está no bairro. Ela teme pela própria segurança ao transitar pelas ruas cheias de buracos. “Eu moro aqui tem muito tempo e nunca vi ninguém arrumar essas crateras. Ninguém se preocupou em arrumar quando tava no começo, agora os buracos renderam e a gente fica com medo de andar na rua e se machucar ou um carro tombar uma hora dessas”, disse a aposentada.

Rosana Dias, 30, é auxiliar de produção e mora na divisa dos Setores Sudoeste e Central. “Não existem opções para fugir dos buracos. De início, a minha rua já nem é pavimentada. Para ir trabalhar em tempo de chuva faço um verdadeiro rally, à começar pela ponte que acumula mais água em cima do que no córrego. Se passamos pela rua do batalhão, tem buraco, se passamos pela rua de baixo tem mais um pouco”, ironiza.

Neliene Pereira Gonzaga, 37, representou os piranhenses do Setor Aeroporto. A repositora de mercadorias fala que ainda tem esperanças de transitar em ruas de qualidade. “Moro neste setor há pouco tempo, mas o problema não é só aqui, é em toda a cidade, no setor que eu morava antes era ainda pior. Tenho esperanças de que alguém tome uma atitude e nos permita andar em ruas de qualidade, pois é direito nosso como cidadãos”, desabafa.

No Santo Antônio ouvimos o motorista Agaleno Emiliano de Barros, 30. Ele chegou há cinco anos e disse que foi recebido pelos buracos. “Eu mesmo carrego terra com a carretinha e coloco nos buracos, pois se eu não fizer isso, não consigo nem colocar meu carro na garagem de casa”.

A bronca dos moradores termina com a Florzina Moura, 50, que há mais de 20 anos mora no Setor Sul e, por sorte não vê buracos na rua de casa. Em compensação, nas paralelas… “Na rua da minha casa não tem buracos, mas nas ruas vizinhas sim, e são muitos. A coisa está feia. Eu acredito que um dia alguém se preocupe com a situação e conserte tudo isso”.

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