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Mãe de grávida morta em carro pede punição de genro suspeito do crime: ‘Tem que pagar pelo erro’

Representante comercial Vanessa Camargo, de 28 anos, foi baleada dentro do carro onde também seguia o filho de 2 anos, em Iporá. Marido dela estava detido, mas foi solto

09/10/2017, às 07h10

A família da representante comercial, a iporaense Vanessa Camargo, de 28 anos, grávida de 3 meses, que foi morta dentro do carro onde viajava, em Ivolândia, na região central de Goiás, está revoltada com a soltura do principal suspeito do crime, que é o marido da vítima, o empresário Horácio Rozendo de Araújo Neto, de 35. A mãe da jovem, a pecuarista Nilva Camargo Soares, pede a punição do genro.

“Se você errou, tem que pagar pelo seu erro, seja como for. Agora ele tem que ser homem para assumir o erro dele”, afirmou em entrevista.

Vanessa foi morta com um tiro na cabeça no último dia 31 de julho.Desde o início das investigações, Horácio sustentou a versão de que a representante comercial havia sido baleada depois que o veículo onde o casal e o filho, de 2 anos, foi abordado por dois homens em uma moto.

Segundo o esposo, que dirigia o veículo, ele parou e um dos suspeitos assumiu a direção. Ele disse em depoimento que a vítima discutiu com o rapaz e levou um tiro na cabeça e reforçou a tese durante a reconstituição do crime. No entanto, a Polícia Civil contestou a versão e diz que a perícia desconstruiu os fatos narrados por ele.

“O laudo constatou que ela foi morta em posição de repouso, sem qualquer indicação que teria discutido com o atirador. Isso contradiz a versão da briga, corroborada pela posição de respingos de sangue na porta do veículo e o local onde o projétil foi encontrado. Além disso, a perícia confirmou que o empresário não estava no banco traseiro”, explicou o delegado responsável pelo caso, Ramon Queiroz Rodrigues Silva.

Dados do GPS dos celulares do casal também reforçam a tese da corporação. A motivação, conforme as investigações, seria o fato de que Vanessa tinha interesse em se separar e por Horácio não querer dividir o patrimônio em um provável divórcio.

Prisão e soltura

Horácio foi detido no dia 6 de setembro deste ano, quando passou a cumprir prisão temporária. O prazo expirou e tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público de Goiás pediram a conversão da medida para preventiva. Porém, a Justiça negou.

O juiz Wander Soares Fonseca foi quem expediu o alvará de soltura. Nele, o magistrado explica que o suspeito fica obrigado a cumprir algumas medidas, como não sair de casa após às 20h, além de sábados domingos e feriados, não deixar a cidade por mais de 5 dias e não se aproximar de pessoas envolvidas no processo.

O advogado de Horácio, Palmestron Cabral, destacou que seu cliente está à disposição da Justiça e que a perícia realizada sobre o crime não foi suficiente para apontar a autoria. Ele também destacou que o homem não tinha antecedentes criminais e nem motivos para matar a esposa.

Revolta

Na sexta-feira (6), os parentes e amigos de Vanessa se reuniram na frente do Fórum de Iporá, também na região central de Goiás, para protestar contra a soltura de Horácio.

A mãe da jovem lamentou o crime e voltou a dizer que teme pela vida dela e do filho de Vanessa com Horácio.

“Estou com muito medo por mim e pelo meu neto. Ele é uma pessoa muito fria e perigosa, que não pode ficar solto. Tenho medo que ele venha atrás da gente. Ele matou a esposa grávida depois de passar o domingo inteiro na minha casa, na frente do filhinho deles. Ele planejou tudo. Estou arrasada, eu quero Justiça”, lamentou.

Nilva já havia afirmado que o ex-genro não sente “remorso” pela morte da mulher e que chegou a pedir desculpas para a família durante o velório. “Entendemos que era porque ele não tinha conseguido fazer nada, mas ele achou que podia matar ela, nos pedir desculpas e que ia ficar tudo bem”, lembra.

Fonte: G1 Goiás

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